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Nesta página editaremos artigos. mensagens e livros que apresentem modelos da arte de viver com alegria e sucesso utilizando exemplos de longevidade.


Para você que visita este blog, disponibilizamos gratuitamente o bestseller "Os segredos de saúde dos Hunzas". Boa leitura.


O índice logo abaixo dar-lhe-á uma noção do conteúdo extraordinário a sua disposição.



 Os segredos de saúde

dos Hunzas


Christian H. Godefroy
© 2001, Christian H. Godefroy
Todos os direitos reservados


Os segredos de saúde dos Hunzas

ÍNDICE:

1 - Os Hunzas não conhecem a doença
2 - Uma longevidade excepcional
3 - O primeiro segredo dos Hunzas
4 - Exercício físico diario
5 - Por que envelhecer?
6 - A juventude de espírito
7 - Por que é que você não poderia viver para além dos 100 anos?

INTRODUÇÃO


Este pequeno livro que tem a sorte de ter nas suas


mãos pode literalmente mudar a sua vida de uma forma


surpreendente. Se aplicar os seus segredos, ele ajudá-loá


a encontrar, ou a conservar e a prolongar, quase


indefinidamente, aquilo que é, sem dúvida, o nosso bem


mais precioso: a juventude. De facto, as promessas deste


livro parecem realmente extraordinárias, mas depende


apenas de si realizá-las. Os segredos que esta obra


encerra foram extraídos da sabedoria de um povo cuja


reputação correu o mundo inteiro. O verdadeiro nome


deste povo notável não é conhecido do grande público.


Sabe-se apenas que vive algures em montanhas


longínquas e que os seus membros têm uma


longevidade excepcional. Diz-se que neste povo os


centenários são moeda corrente e que não é raro os


anciãos atingirem a idade canónica de 130 anos. Foram


mesmo referidos casos, em número apreciável, de


idosos que não entregavam a alma ao Criador antes da


incrível idade de 145 anos...


Este povo não é fruto da lenda e a região onde habita


não se chama utopia. São os chamados Hunzas e


habitam no local a que se chamou o tecto do mundo, ou


seja, as altas montanhas dos Himalaias. Para sermos


mais exactos, o pais dos Hunzas, que conta apenas 30


mil almas, situa-se no extremo norte da Índia, onde os


territórios de Caxemira, Índia e Afeganistão se juntam.


Diz-se deste pequeno povo que vive num vale inóspito,


3 mil metros de altitude e que está por assim dizer


isolado do resto do mundo – que é o povo mais feliz da


terra.


As suas origens são misteriosas. Diz a lenda que os


seus fundadores foram três soldados gregos que, tendo


desertado do exército de Alexandre O Grande, se


refugiaram com as suas esposas persas neste vale


paradisíaco. Ai viveram totalmente isolados,


aproveitando a singular configuração geográfica do


local para manter afastado os visitantes inoportunos, e


conseguindo facilmente afastar qualquer invasão.


Os Hunzas vivem essencialmente da agricultura e da


criação de animais. Não fazem artesanato nem praticam


o comércio. Na verdade, nem sequer têm moeda. Depois


de se terem dedicado à pilhagem durante muito tempo,


os Hunzas são desde há 150 anos perfeitamente


pacíficos. A sua sociedade é verdadeiramente fora do


comum, a ponto de nas suas povoações não existirem


nem prisões nem bancos.


Foi um audacioso médico escocês, de seu nome Mac


Carrisson, que deu a conhecer ao Ocidente este povo


misterioso. Aventureiro por natureza, não temeu


realizar, entre as duas guerras, uma viagem arriscada


que o conduziu às altas montanhas dos Himalaias, onde


permaneceu durante sete anos entre os Hunzas.



CAPÍTULO 1 -  Os Hunzas não conhecem a doença 

O que o Dr. Mac Carrisson descobriu deixou-o


literalmente atónito. Todavia, em virtude da sua


formação científica, ele não pode ser suspeito de


ingenuidade e ainda menos de fabulações. A sua


primeira constatação foi de que os Hunzas eram dotados


de uma saúde, absolutamente excepcional. Melhor


ainda, pareceu-lhe que eles não conheciam a doença,


que esta não tinha qualquer poder sobre eles.


De facto, os Hunzas pareciam absolutamente


imunizados contra as doenças das nossas sociedades


modernas e sobretudo contra aquelas que actualmente


constituem as principais causas de morte: o cancro e o


enfarte. Aliás, a sua constituição não parece estar


resguardada apenas destes males terríveis. Os Hunzas


ignoram o que são a artrite, as varizes, a obstipação, as


úlceras gástricas, as apendicites... E o que é ainda mais


surpreendente é que as doenças infantis são inexistentes


entre eles. As suas crianças não passam pela habitual


parafernália de doenças dos seus primos ocidentais:


papeira, sarampo, varicela... Além disso, os casos de


mortalidade infantil são extremamente raros.


Tudo isto contrasta de forma espectacular com o


triste retrato das nossas sociedades contemporâneas.


Nunca é de mais repetir que as nossas sociedades estão


de facto doentes, física e mentalmente. A este respeito,


aliás, as estatísticas são tristemente eloquentes. Por


exemplo, nos Estados Unidos, metade dos jovens


chamados para a recruta são considerados inaptos para


cumprir o serviço militar obrigatório. Por toda a parte,


os hospitais estão a abarrotar. Quanto à psiquiatria,


nunca esteve tão florescente, já para não falar das


fortunas fabulosas acumuladas pelas empresas


farmacêuticas, que permitem aos nossos


contemporâneos empanturrarem-se de soníferos,


calmantes e estimulantes de toda a espécie.


O que é importante compreender é que a saúde dos


Hunzas não é unicamente avaliada em função da


ausência de doença, porque eles não só têm a sorte de


não sofrer das doenças que minam os nossos


contemporâneos, como se mostram resplandecentes de


energia, alegria de viver e serenidade, a tal ponto que,


comparativamente, o europeu médio, mesmo estando de


saúde, tem realmente ar de doente. E a verdade é que ele


não só tem o ar, como está realmente doente.


CAPÍTULO 2 - Uma longevidade excepcional


A esperança de vida dos ocidentais ronda os 75 anos.


A longevidade dos Hunzas não tem nada a ver com


estes dados. Os representantes deste povo surpreendente


atingem a maturidade “normal”, tanto no plano físico


como no plano intelectual, na idade venerável de cem


anos... Eis um belo exemplo, se é que ainda são


necessários exemplos, da relatividade daquilo a que


chamamos a normalidade. Veremos mais adiante que a


nossa concepção habitual de idade tem um papel


determinante no envelhecimento. Os centenários


Hunzas não são, portanto, considerados velhos, nem


mesmo idosos, e o que é mais extraordinário é que,


mesmo na idade avançada, mantêm uma frescura


surpreendente sob todos os aspectos. Diz-se que nãoraro ver Hunzas de 90 anos procriarem e que as


mulheres com mais de 80 anos passam por mulheres


ocidentais de 40 anos, não uma qualquer ocidental de 40


anos, mas antes uma mulher de 40 anos em plena forma.


Testemunhos absolutamente dignos de crédito, entre


os quais o do intrépido Dr. Mac Carrisson, referiram ter


encontrado mulheres Hunzas com mais de 80 anos que


executavam, sem a menor aparência de fadiga, trabalhos


físicos extremamente árduos durante horas. Aliás,


vivendo nas montanhas, elas são obrigadas a subir


desníveis consideráveis para realizar as suas tarefas


quotidianas. Além disso, mesmo em idade avançada as


mulheres Hunzas permanecem esbeltas e têm um porte


de rainha, caminhando com agilidade e elegância. Uma


coisa é certa, elas nem sequer conhecem a existência da


palavra dieta e ainda menos a da obesidade. A celulite


também não tem qualquer significado para elas.


Os homens são igualmente surpreendentes. A sua


resistência, o seu vigor, apesar do peso dos anos (esta


expressão não tem, por assim dizer, sentido entre eles e


devia dizer-se antes a ligeireza, o êxtase dos anos) quase


desafiam o entendimento. No inicio, as testemunhas


ficam estupefactas, mesmo cépticas, ao vê-los carregar


pesos enormes e ao saberem que são nada menos do que


centenários. Estes anciãos também não parecem ficar


mais esbaforidos ou fatigados ao executarem estas


pesadas tarefas, do que os homens de 40 anos. Um


passeio digestivo de três horas é para eles algo de muito


agradável e fazem-no sempre que têm tempo, não como


algo que lhes pese, mas quase como uma recompensa.


Regressam sem qualquer vestígio de fadiga, para


perseguirem o seu trabalho como se não tivessem feito


nada.


Existem casos ainda mais excepcionais. Um Hunza


que tinha atingido a idade verdadeiramente incrível de


145 anos e que, apesar disso, as pessoas hesitavam em


qualificar de velho, ainda caminhava com uma


facilidade desconcertante, sem bengala nem qualquer


outro apoio, com o tronco bem direito, a estatura


delgada e sem a inevitável barriga que marca a silhueta


da maioria dos ocidentais de uma certa idade. Este


ancião (é assim que os Hunzas designam as pessoas da


terceira idade, que entre eles é, aliás, a verdadeira idade


de ouro) encontrava-se numa forma resplandecente,


tendo-o demonstrado de um modo absolutamente


surpreendente e a bem dizer quase inacreditável aos


nossos olhos. Com efeito, ainda jogava voleibol com os


mais “jovens”, que deviam ter à volta de 70 anos


(menos de metade da sua idade) e não parecia cansar-se


ao saltar para apanhar a bola. Um espectáculo de cortar


a respiração. No fim do jogo, não ia deitar-se nem


mesmo sentar-se para recuperar, nem sequer tinha


necessidade de recorrer aos serviços de um massagista


para eliminar a fadiga. Ia assistir ao conselho da cidade,


a titulo de ancião, deslocando-se até ao castelo do


soberano, a uma altitude de 400 metros acima do terreno


do campo de jogo !...


Estes testemunhos (e há centenas de outros que


poderíamos citar se tivéssemos espaço) suscitam a nossa


admiração e dão que pensar. Sobretudo, levam-nos a


interrogarmo-nos. Existe um segredo, uma receita que


permita a estes homens desfrutar de uma tal longevidade


e sobretudo de uma saúde tão resplandecente ?


CAPÍTULO 3 - O primeiro segredo dos Hunzas


Os segredos dos Hunzas são múltiplos, mas o


primeiro e sem dúvida o mais importante é o da


alimentação. A este capítulo, a sua sabedoria faz


lembrar a sabedoria milenária do pai da medicina, o


velho Hipócrates, cuja principal prescrição era: “os


vossos remédios são os vossos alimentos”.


Há um ditado americano que diz: “You are what you


eat”. Vocé é aquilo que você come. Os Hunzas


compreenderam isso muito bem. O famoso médico


escocês não levou muito tempo a suspeitar de que a


espantosa saúde dos Hunzas, junto dos quais passou sete


anos, podia ser atribuída à sua alimentação que, como


veremos mais adiante, é extremamente singular, ainda


que felizmente possa ser adaptada, pelo menos nas suas


linhas mestras, aos nossos condicionalismos ocidentais.


Para confirmar a sua intuição, o médico realizou uma


pequena experiência, cujos resultados foram mais do


que concludentes. Seleccionou três grupos de ratos que


alimentou de forma diferente.


O primeiro foi alimentado à “Hunza”. A sua saúde


era extraordinária. O segundo foi alimentado como os


habitantes de Caxemira que, convém lembrar, é um pais


vizinho dos Hunzas. Os ratos foram atingidos por


numerosas doenças. Finalmente, o terceiro grupo foi


alimentado à inglesa, tendo os ratos rapidamente


manifestado todos os sintomas da neurastenia !


Mas como se alimentam os Hunzas ? Digamos que a


regra de base da sua alimentação, que de resto lhes foi


de certo modo ditada pelas condições especiais em que


vivem, é a frugalidade. Uma frugalidade que não seria


excessivo qualificar de extrema. Os Hunzas só tomam


duas refeições por dia. A primeira refeição é ao meiodia.


Ora como os Hunzas se levantam todas as manhãs


por volta das cinco horas, isto pode surpreender-nos, a


nós que estamos habituados a tomar pequenos almoços


copiosos, embora a nossa vida seja essencialmente


sedentária. Os Hunzas conseguem realizar os seus


trabalhos árduos de agricultura durante toda a manhã


com o estômago vazio. De facto, contrariamente à


maioria dos ocidentais, os Hunzas comem basicamente


por uma medida de higiene, embora dediquem uma


grande atenção à preparação dos seus alimentos, que


são, aliás, deliciosos. Nós, ocidentais, pecamos muitas


vezes pela gula e comemos por hábito. Raramente


conseguimos manter o equilíbrio entre a absorção de


calorias e proteínas e o dispêndio energético. Estamos


sobrealimentados. Os nossos estômagos esgotam-se


rapidamente, pois não conhecem por assim dizer


tréguas, e o nosso sistema nervoso fica rapidamente


afectado. De resto, comemos constantemente, mesmo


quando estamos fatigados, deprimidos e doentes.


Perdemos a nossa sabedoria natural, que os animais, por


exemplo, aplicam instintivamente. Um animal doente


não come. O mesmo fazem os Hunzas que, como


veremos mais à frente, praticam também anualmente um


prolongado regime benéfico. Além disso, a sua


alimentação é perfeitamente natural e não tem qualquer


aditivo químico, como sucede com a nossa mesa


ocidental. Mas lembre-se de que a frugalidade é a


primeira lei. Já Hipócrates a prescrevia aos seus doentes


e obtinha resultados admiráveis: optimismo recuperado,


nova vitalidade, alegria de viver, sem esquecer


evidentemente as vantagens mais directas como a

elegância e uma surpreendente energia muscular e


nervosa.


Os Hunzas comem, pois, muito pouco. Mas o que


comem eles concretamente ? Os Hunzas alimentam-se


principalmente de cereais, incluindo a cevada, o milho


miúdo, o trigo mourisco e o trigo candial. Consomem


igualmente, com regularidade, fruta e legumes que, de


um modo geral, comem frescos e crus ou cozidos


apenas muito ligeiramente. Entre os seus frutos e


legumes predilectos, contam-se a batata, as ervilhas, o


feijão, a cenoura, o nabo, a abóbora, os espinafres, a


alface, a maçã, a pêra, o pêssego, o alperce, as cerejas e


as amoras. O caroço do alperce é particularmente


apreciado. Os Hunzas consomem a amêndoa do caroço


do alperce ao natural ou extraem-lhe o óleo através de


um processo transmitido de geração em geração. O leite


e o queijo são para os Hunzas uma importante fonte de


proteínas animais. Quanto à carne (e isto é sem dúvida


determinante na perfeição do tubo digestivo deste povo)


não é completamente banida da mesa, mas só é


consumida em ocasiões raras, por exemplo, em


casamentos ou em festas, e mesmo ai as porções são


extremamente reduzidas. A carne é cortada em


pequenos bocados e cozida muito lentamente. A carne


de vaca e de carneiro são raras, já que a de criação é


mais acessível. Mas o que é mais importante reter é que,


sem serem totalmente vegetarianos, os Hunzas, em


grande parte devido a razões exteriores, não concedem


lugar à carne no seu menu quotidiano. É exactamente o


contrário do que fazem os ocidentais, que são


verdadeiros carnívoros... A carne, em geral, e sobretudo


as carnes vermelhas, levam mais de três horas a ser


digeridas. Com o tempo, e especialmente com o estilo


de vida sedentário que levamos, este consumo excesso
de carne engordura e debilita perigosamente o nosso


aparelho digestivo.


O organismo acumula as inúmeras toxinas contidas


na carne. Além disso, a carne, sobretudo as carnes


vermelhas, pois as brancas são mais inofensivas, é um


dos factores importantes no aparecimento do colesterol


e das doenças cardiovasculares. O entupimento das


artérias deve-se, em grande parte, à absorção abusiva de


carne. O erro dos Ocidentais é pensar que é necessário


consumir diariamente carne. Os Hunzas sabem muito


bem prescindir da carne, não a consumindo nem sequer


uma vez por semana e a sua longevidade é maravilhosa.


Sem termos obrigatoriamente de ir tão longe como os


Hunzas, deveríamos contentar-nos com duas refeições


de carne por semana.


O iogurte ocupa, tal como os legumes, um lugar


importante na alimentação dos Hunzas. A sua acção


macrobiótica é extremamente benéfica para o


organismo. Aliás, não foram só os Hunzas que


compreenderam as suas propriedades. Os Búlgaros, que


são grandes adeptos do iogurte, contam na sua


população mais de 1666 nonagenários por milhão de


habitantes. No ocidente, para uma mesma percentagem


temos apenas nove. A diferença, que é considerável, dá


que pensar e incentiva certamente o consumo de


iogurtes. Felizmente é um produto facilmente acessível


no ocidente e que se pode mesmo preparar em casa,


com reduzido dispêndio de dinheiro e de tempo. Além


disso, pode servir de base à preparação de receitas


deliciosas. Obras especializadas na matéria sugerir-lheão


uma quantidade de receitas que podem satisfazer


todos os gostos.

As nozes, as amêndoas, as avelãs, os frutos da laia do


norte, etc. ocupam um lugar importante no menu hunza.


Acompanhados de fruta ou de verduras, por exemplo


numa salada, constituem na mesa dos Hunzas uma


refeição completa. Isto é, sem dúvida, algo que pode


surpreender os nossos apetites vorazes, que certamente


fatiamos desta salada apenas uma modesta entrada,


antes de atacar o prato principal que, aliás, seria


considerado bastante supérfluo aos olhos dos Hunzas.


Não se pode falar devidamente da alimentação dos


Hunzas sem fazer referência a um alimento que


constitui a sua base, ou seja, um pão especial que


curiosamente se chama o chapatti. Os Hunzas comem


este pão a todas as refeições, o que leva a pensar que


este é o principal factor, ou pelo menos uma causa


extremamente decisiva, da sua longevidade. Os


especialistas acreditam, em todo o caso, que o consumo


regular deste pão especial tem influência no facto de um


Hunza de 90 anos ainda conseguir fecundar uma


mulher, o que, no Ocidente, não passaria de uma


fantástica proeza.


O chappatti contém realmente todos os elementos


essenciais. Na sua composição entra a farinha de trigo


candial, de cevada, de trigo-mourisco ou de milho


miúdo. Mas o que é mais importante, sem dúvida ainda


mais importante que o tipo de farinha que entra na sua


composição, é o facto de esta farinha ser integral, não


ser refinada e sobretudo não ter sido submetida ao


processo de peneiração que os Ocidentais utilizam e


cuja finalidade é eliminar a fracção reprodutora do grão,


ou seja o germe. O germe é a parte que dá a cor


castanha à farinha, aquilo que, injustificadamente, os


povos ditos civilizados raramente comem, porque
erradamente associam a brancura da farinha à sua


pureza. Mas também há uma razão prática. A presença


do germe toma a armazenagem muito difícil, o que


complica a vida às indústrias, que preferem, por isso,


fornecer-nos uma farinha branca, destituída das suas


propriedades mais importantes.


Com efeito, o germe do grão tem propriedades


nutritivas espantosas. Dá-nos a vitamina E, aquela cuja


virtude singular consiste em manter as capacidades


sexuais dos animais que a incluem na sua alimentação.


A qualidade da actividade sexual, que está ligada ao


bom funcionamento do sistema hormonal, é vital para a


saúde.


Provavelmente pensa que este pão, por mais virtudes


maravilhosas que possua, não é possível chegar à


padaria da esquina e pedir o seu cacete de chapatti.


Assim, para evitar isso, indicamos – lhe a receita base


deste pão, sem dúvida grosseiro na sua aparência, mas


cujo uso regular terá para si o mesmo efeito que para os


Hunzas.


As quantidades que indicamos dão para dez doses. A


preparação não é muito demorada, exigindo menos de


uma hora. Em primeiro lugar, obtenha grãos de moagem


recente. Uma mistura de 250 gramas de trigo candial e


de trigo mourisco dá excelentes resultados nas seguintes


proporções: 1/3 de trigo candial e 2/3 de trigo mourisco,


ou seja, no caso que apresentamos, cerca de 80 gramas


de trigo candial e 170 gramas de trigo mourisco, meia


colher de café de sal grosso e 100 gramas de água.


Comece por misturar o sal com a farinha. Deite


lentamente a água, misturando bem para obter uma


mistura homogénea, sem grumos. Logo que acabe

 
deitar toda a água, trabalhe a massa sobre uma


superfície enfarinhada, até ela deixar de se colar aos


dedos. Embrulhe-a num pano húmido e deixe-a em


repouso durante meia hora.


Em seguida faça bolas de cerca de 4 cm de diâmetro


e calque-as de modo a formar uma espécie de bolachas


muito tinas. Coza-as em fogo brando, sobre uma grelha


fina ligeiramente untada, e vire-as a meio da cozedura.


Esta receita é simples, não é verdade ? Experimentea.


O chapatti pode ser servido de diversas maneiras –


com queijo, com compotas, com mel... Depende de si


fazer dele a base da sua nova alimentação. Basta


arranjar grãos de moagem recente, integrais, que


encontrará facilmente nas lojas de produtos naturais, a


menos que tenha um tio ou um primo agricultor...


Ainda mais uma coisa acerca deste pão que os


Ocidentais, à primeira vista, julgarão, sem dúvida,


grosseiro. Os Hunzas são verdadeiros adeptos


incondicionais do chapatti. A tal ponto que, a título


algum, aceitam comer pão branco. A verdade é que


preferem nem comer. Talvez um dia, depois de ter


descoberto as maravilhosas propriedades deste pão,


você chegue a um estado de pureza idêntico.


Passemos então em resumo os grandes princípios e as


principais componentes da alimentação dos Hunzas,


certamente a principal fonte da sua excepcional


longevidade.


Primeira regra, a frugalidade. Normalmente


comemos muito, demasiado até, por vezes duas a três


vezes mais do que o nosso organismo necessita, já para


não falar daqueles que sofrem de um problema de


obesidade e que ultrapassam ainda mais os limites.


Inspire-se na sabedoria deste povo das altas montanhas,


que só come duas refeições por dia, muito ligeiras, e que


se entrega, durante horas, a trabalhos que exigem grande


esforço físico, além de praticar desportos violentos e


fazer grandes passeios na montanha. E, no entanto, não


se sentem fracos nem anémicos. Muito pelo contrário, a


sua resistência e longevidade são lendárias. De facto,


uma forma muito eficaz de regenerar o seu organismo e


de repousar o seu aparelho digestivo, consiste em fazer


um jejum de um dia por semana ou uma cura de sumos.


Todos os anos, na primavera, os Hunzas fazem um


jejum de vários dias. Sem ir tão longe, (e se tentar fazer


um jejum prolongado, faça-o apenas sob vigilância


médica) inspire-se nesta disciplina alimentar.


Consuma uma grande quantidade de frutos, legumes


e saladas, o mais frescas possível. No que se refere aos


legumes, coma-os, tanto quanto possível, crus ou


cozidos apenas muito ligeiramente no vapor. Diminua o


seu consumo de carne Por fim, experimente o chapatti,


ou então substitua o pão refinado por pão natural. Um


jejum semanal de um dia e um regime alimentar


inspirado nos Hunzas são um factor de longevidade e


juventude inegável. Irá mesmo ter a impressão de estar a


renascer de novo, tanto a nível mental como físico.


Sentir-se-á transformado e, tal como os Hunzas,


reencontrará a serenidade e a paz de espírito.


CAPÍTULO 4 - Exercício físico diário


Um outro dos grandes segredos da saúde dos Hunzas


é o tempo considerável que eles dedicam diariamente ao


exercício físico. Este exercício, que eles praticam


geralmente ao ar livre, o que traz, evidentemente,


benefícios suplementares, é sobretudo devido ao seu


trabalho nos campos. Mas para eles isso não é suficiente


e regularmente dedicam-se à marcha. De facto, chegam


facilmente a andar entre 15 e 25 quilómetros por dia. É


óbvio que não o fazem diariamente, mas isso também


não constituiria para eles um esforço. Convém ainda


não esquecer que a marcha na montanha é um exercício


muito mais exigente que em terreno plano. É lógico que


está fora de questão mudarmos completamente a nossa


maneira de viver e irmos, por exemplo, trabalhar para o


campo. Porém, os hábitos de vida dos Hunzas provam,


se tal for necessário, a importância do exercício físico


regular. Por exemplo, se você puder andar diariamente


durante uma hora, isso será excelente sob todos os


pontos de vista. A marcha é, de facto, o exercício mais


simples e mais acessível, além de ser o mais barato. E


contrariamente àquilo em que geralmente se acredita, é


um exercício completo. Faça como os Hunzas:


caminhe!...


Os Hunzas praticam igualmente inúmeros desportos


e, conforme vimos, conseguem fazê-lo até uma idade


muito avançada, já que não é raro verem-se centenários


a jogar vólei ou polo, aliás um desporto muito comum


entre eles. Além disso, os Hunzas nadam regularmente,


mesmo com tempo frio.


Ao exercício físico constante, os Hunzas aliam certas


técnicas fundamentais do yoga, por muito estranho que


isso possa parecer. De facto, praticam uma respiração


que se inspira, literalmente, em princípios yoga. Uma


respiração lenta, profunda e ritmada. Não vamos aqui


expor esta ciência maravilhosa que vem de tempos


imemoriais mas é fácil encontrar manuais de yoga na


maioria das livrarias. O yoga é um meio muito eficaz de


combater o stress da vida actual.


Uma outra arte que os Hunzas praticam, e que é


igualmente aparentada com o yoga, é a da relaxação,


uma prática extremamente importante. Actualmente, a


maior parte das pessoas vive num estado de stress de


que nem elas próprias têm consciência, tal isso lhes


parece “natural”... A vida moderna transformou-se


numa corrida louca, que multas vezes acaba


bruscamente com um enfarte do miocárdio ou uma


depressão nervosa...


Aliás, o Ocidental médio corresponde bem ao retrato


lacónico que Freud descreveu: “O homem é um animal


doente”. E por esse conceito, Freud entendia


psiquicamente doente, embora o mesmo seja válido para


o aspecto físico e sobretudo nervoso. O homem


moderno tem o seu sistema nervoso esgotado,


sobrecarregado, problema que está na origem das suas


inúmeras doenças psicossomáticas, em que o recurso


artificial e ilusório à farmacopeia é praticamente


alucinante.


A relaxação é a chave da saúde. Os Hunzas, jovens


ou não, praticam-na. Chegam mesmo a entregar-se


diversas vezes por dia a exercícios de meditação.


Quanto a isto, não me cabe aqui fazer mais do que


sugerir-lhe a leitura de alguns manuais especializados.


Apesar dos trabalhos pesados que diariamente


executam, os Hunzas possuem a arte da relaxação e de


saberem poupar a sua saúde. Em geral, trabalham muito


lentamente, quase ao ralenti, diríamos nós, o que não os


impede de (e até pelo contrário, o que lhes permite)


realizar uma quantidade de trabalho considerável. A


verdade é que os Hunzas compreenderam que é possível


trabalhar mais, durante mais tempo, se o trabalho for


efectuado sem impaciência. A tensão nervosa e


muscular leva a um desperdício de energia considerável.


Além de trabalharem lentamente, os Hunzas conseguem


sempre arranjar tempo para fazerem pausas, durante as


quais recuperam as suas forças. Quando param o seu


trabalho, por vezes apenas por breves momentos, mas


nem por isso menos essenciais, os Hunzas entregam-se


a pequenos exercícios de relaxação e meditação. E o que


é que nós fazemos em vez disso, para conseguirmos um


momento de descanso ? A maioria das vezes, fumamos


um cigarro, tomamos um café ou um pequeno


“fortificante”... Que bela mentalidade, um verdadeiro


paradoxo, já que todos eles são, evidentemente,


estimulantes...


Com o hábito, rodas as pessoas devidamente


treinadas podem entrar rapidamente em estado de


relaxação profunda. Isso é fundamental. Durante estas


pausas, os Hunzas calam-se e contentam-se em escutar


o silêncio da sua alma. Inspire-se nesta sabedoria antiga.


Aprenda a conseguir, ao longo do seu dia, momentos de


pausa e relaxação. Por vezes, respirar fundo umas vinte


vezes pode permitir-lhe reencontrar-se. Lembre-se que é


preciso saber parar. E para isso é necessário uma


sabedoria intuitiva.


Os Ocidentais perderam o contacto com esta


sabedoria do corpo. E o que há de infeliz e por vezes


trágico é que o corpo, reclamando o repouso a que tem


direito, acabando sempre por parar, de qualquer


maneira. A doença e a depressão nervosa batem-nos à


porta e, por vezes, o organismo pára definitivamente: é


o caso, por exemplo, do enfarte fatal...


Um dia normal dos Hunzas começa muito cedo, às


cinco horas da manhã. A verdade é que os Hunzas


vivem com o sol, já que se deitam ao anoitecer e isso


pela razão simples de que não dispõem de qualquer


sistema de iluminação: nem azeite, nem gás, nem


electricidade, neste recanto perdido nos confins dos


Himalaias. E daí também nós podemos extrair uma


lição. Os Hunzas vivem ao ritmo da natureza. É


evidente que para nós seda difícil, ou mesmo


impossível, fazer o mesmo, devido às obrigações da


nossa vida moderna, mas lembre-se que as melhores


horas de sono são antes da meia-noite..


CAPÍTULO 5 - Porquê envelhecer?


Esta questão pode parecer surpreendente e ao mesmo


tempo ingénua. A maior parte das pessoas responderão


muito simplesmente dizendo que isso é algo de


inevitável, que é uma lei da vida. A maioria aceita esta


“evidência” por lhe parecer uma verdade absoluta. O


único problema é que os Ocidentais envelhecem muito


mais depressa, e em geral muito pior, do que deviam. O


principal obstáculo à sua longevidade está na sua


cabeça. A maior parte das pessoas (e a sociedade


encarrega-se disso por elas, caso elas se esqueçam)


programam-se para viver até aos 70 anos. A esperança


de vida, nos países industrializados, situa-se, conforme


dissemos, muito próximo desta idade. Mal as pessoas


ultrapassam uma certa idade, pensam que receberam um


dádiva do céu. E a família e os amigos não ficam muito


tristes nem muito admirados quando chega a hora da


morte, porque, conforme dizem, já lá tinha a sua conta.


Esta concepção, tão divulgada, é deplorável e é a


fonte do mal, visto que não há razão biológica ou


científica para que uma pessoa seja considerada velha


com 70 ou 80 anos de idade. Os Hunzas são a prova


viva de que a vitalidade da maturidade pode ser


consideravelmente prolongada. De facto, vários


centenários Hunzas são, sob todos os pontos de vista,


quer físicos quer mentais, mais jovens do que os


quadragenários ocidentais.


De resto, todos os Hunzas têm sobre o


envelhecimento uma concepção diametralmente oposta


ao conceito comum. Cientistas ocidentais emitiram


hipóteses que se assemelham de forma perturbadora à


filosofia deste povo misterioso. O sábio americano


Joseph W. Still defende que o envelhecimento é apenas


uma doença. Assim, para ser rigoroso, não é normal


envelhecer, já que a saúde deveria ser a norma. Um


outro sábio americano, ainda mais audacioso nas suas


concepções, não hesita em declarar que se conseguirmos


manter a forma dos nossos 20 anos, conseguiremos


viver durante séculos... Mas isso é puramente


hipotético, dir-me-á você, porque, de qualquer forma, é


impossível conservar durante muito tempo a forma dos


nossos 20 anos, já que a degenerescência celular e


muscular começam precisamente nessa idade. Além


disso, viver durante séculos, teremos de contrapor, seda,


pelo menos excessivo...


No entanto, os Hunzas são a prova de que se pode


viver um século, e mesmo muito mais, e que é possível


ter uma vida saudável, factor fundamental. Tal como


afirmámos, não é apenas o número de anos de vida dos


Hunzas que é excepcional, é também a sua qualidade de


vida.


A investigação científica actual desvenda realidades


completamente novas, e muitas vezes perturbadoras,


sobre o envelhecimento. Até há alguns anos atrás, a


maioria dos sábios partilhava da convicção de que os


homens e, de um modo geral, os seres vivos, eram


dotados de um programa interno, de uma espécie de


relógio que limitava a existência. Porém, cada vez mais


esta concepção está a ser posta de lado.


Os cientistas ocidentais estão cada vez mais


inclinados apensar que a idade é essencialmente um


estado de espírito. No entanto, uma coisa é certa, e foi


provada pela medicina moderna: logo que a parte


mental enfraquece, se entorpece e não encontra mais


nada na vida, nem uma curiosidade constante, nem uma


fonte de estímulo, o organismo enfraquece rapidamente,


tanto a nível muscular, como circulatório e celular.


E foi isso que os Hunzas compreenderam há já muito


tempo. De facto, a sua filosofia de vida é muito


diferente da nossa. Por exemplo, a sua concepção de


idade contrasta singularmente com a que é aceite pelas


nossas sociedades, É esse verdadeiramente o mundo


virado do avesso, conforme irá vê-lo. Assim, para os


Hunzas, a idade não é senão a maturidade crescente do


corpo e do espírito. A idade de uma pessoa é


estabelecida de uma forma bem diferente, pois é


avaliada em função das capacidades que ela adquiriu.


Quanto mais capacidades e experiência tiver um


homem, maior será a sua maturidade e mais alto será o


seu valor.


A tal ponto isso é verdade que, entre os Hunzas, toda


a gente rejubila perante a ideia de vir a ter mais um ano


de vida. Nas nossas sociedades, a terceira idade, que nós


designamos também pela idade de ouro, são mais ou


menos indivíduos abandonados à sua sorte. A partir do


momento em que se chega à idade da reforma, aliás


numa idade que faria rir os Hunzas, as pessoas são


literalmente postas “a um canto”. Perdem toda a


utilidade e, por conseguinte, todo o seu valor económico


e social. De facto, e é preciso dizê-lo, retira-se-lhes


praticamente a sua dignidade, pois não é verdade que é


no trabalho que o homem mais profundamente se sente


realizado ?


Na maioria dos países, mesmo as pessoas saudáveis,


não têm escolha, já que, na idade antecipadamente


fixada, a reforma é obrigatória, independentemente da


saúde da pessoa que se vê forçada a depor as armas...


Aliás, os reformados são muitas vezes alvo de uma


espécie de ostracismo ao serem isolados em lares e


casas de repouso, verdadeiras ante-câmaras do além,


onde o anjo da morte encontra presas fáceis.


Ficou aliás provado que o período da reforma dos


Ocidentais era muitas vezes seguido de um


enfraquecimento rápido de todas as suas faculdades, de


um sentimento profundo de contrariedade e inutilidade,


que leva rapidamente ao cemitério. De facto, não há


nada mais penoso do que aquilo a que chamamos


reforma e que seda certamente mais justo apelidar do


terrível nome de paragem para a morte.


Entre os Hunzas, não existe nada que se assemelhe à


reforma. É óbvio que, quando atingem uma determinada


idade, os velhos Hunzas deixam de se poder entregar a


tarefas árduas. Mas o que é importante é que os Hunzas


não se reformam. Isto não fada nenhum sentido para


eles. Os anciãos são alvo de uma grande admiração por


parte dos jovens. Em vez de interromperem


bruscamente as suas actividades, eles optam por


modificar gradualmente a natureza das mesmas, o que,


de resto, não os dispensa sequer das actividades físicas


às quais se entregam até uma idade avançada. Só muito


tarde conhecem os primeiros sinais de senilidade.


“Living is moving”, dizem os americanos. Vida é


movimento. Os Hunzas compreenderam isso e mantêmse


activos.


O termo que utilizam para designar a terceira idade é,


aliás, extremamente significativo. São os chamados


anos da plenitude, porque coroam literalmente a sua


existência. Aos primeiros anos chamam os anos da


juventude, e estes prolongam-se até aos... 50 anos.


Seguem-se os anos intermédios, que vão até cerca dos


80 anos... Em seguida, vem a idade de ouro que, só


entre os Hunzas, assume todo o seu significado...


CAPÍTULO 6 - A juventude do espirito

 
Aceitar envelhecer é já ser velho. Para alguns, isto


pode parecer excessivo, mas é sem dúvida porque não


têm consciência suficiente da extraordinária importância


do espirito sobre o corpo. Saber manter a juventude do


espírito, cultivar em si uma curiosidade constante, é


assegurar ao corpo alguns anos de uma juventude


suplementar. É este o espírito da verdadeira Fonte da


Juventude.


A atitude mental é determinante. Pessoalmente, na


minha qualidade de autor, estou de tal forma


convencido do fundamento desta teoria que divulgo


uma importante colecção de obras que tratam desta


questão. Eu próprio sou autor de uma obra intitulada


“Dinâmica Mental”, na qual reuno as conclusões das


mais recentes investigações sobre as possibilidades


quase infinitas do espírito.


O que há de mais singular, já para não falar de


misterioso, acerca dos Hunzas, é o facto de eles


aplicarem instintivamente as grandes leis do espírito. A


sua concepção tão original da velhice não é senão um


dos aspectos mais espectaculares. Parece que, em


nenhuma idade, a negatividade toma conta do seu


espírito. E, no entanto, eles vivem em condições muito


mais difíceis do que as nossas. Mas sabem cultivar o


optimismo e o bom humor, vivem sempre como se


tivessem toda vida diante deles... Aliás, isso não está


muito longe da verdade, já que a sua esperança de vida é


considerável... A sua existência é o oposto da nossa. O


homem moderno é apanhado numa corrida sem fim,


sentindo-se simultaneamente obcecado e traumatizado


por um passado que arrasta pesadamente consigo e que


se projecta continuamente num futuro que teima em


escapar-lhe. Os Hunzas, em contrapartida, não parecem


saber o que é a inquietação do futuro nem o peso do


passado. Eles vivem o momento presente. E esse


momento presente talvez nada mais seja que a


eternidade. Não conhecem a dúvida nem o receio do


falhanço que, a maior parte do tempo, minam a nossa


existência.


O Doutor Hans Selye, especialista mundial em stress,


escreveu : “Não fazemos mais do que começar a


suspeitar que a maioria das nossas actuais doenças são


provocadas mais pela nossa resposta exagerada aos


choques do dia a dia, do que pelos germes, toxinas e


outros agentes exteriores. Neste contexto, inúmeras


doenças do foro nervoso e emocional, como a


hipertensão arterial, as úlceras gástricas e duodenais,


certas formas de reumatismo, insuficiências cardíacas e


renais, são efectivamente doenças da adaptação. Sob


este prisma, uma boa técnica para se furtar aos choques


do dia a dia e às emoções em geral, é um factor


indubitavelmente essencial para cada um de nós”.


Os Hunzas, em contrapartida, parecem perfeitamente


imunizados contra as doenças da adaptação, de que o


stress é, sem dúvida, a manifestação mais corrente. O


seu sistema de adaptação é, por assim dizer, perfeito. De


certo modo, eles são como as crianças – descuidados,


bem dispostos, com presença de espírito, mas ao mesmo


tempo com a serenidade dos sábios. Nós somos o


espelho dos nossos pensamentos. A serenidade e o vigor


que se liberta dos Hunzas é uma prova de que eles


dominam perfeitamente o seu pensamento e que o seu


espírito possui aquilo que tanta falta faz aos nossos


contemporâneos: a paz.


CAPÍTULO 7 - Porque é que você não poderia viver para


além dos 100 anos?


Na Idade Média, a esperança de vida era muito


inferior à que hoje conhecemos. Aos trinta anos,


qualquer mulher considerava-se velha e passava a vestir


roupas escuras, o que significava que, a partir de então,


renunciava à elegância e à sedução. E os homens não


tardavam a juntar-se às suas companheiras... Além


disso, a mortalidade infantil era extremamente elevada.


Convém lembrar que as epidemias eram frequentes e


que a peste devastava regularmente toda a Europa. De


uma maneira geral, a vida era mais dura e a higiene


muito pouco exigente. Assim, não tardou muito até que


as pessoas passassem a viver até idades menos


avançadas. Um homem que atingia os 60 anos era


considerado um patriarca. É evidente que havia


excepções, mas eram raras.


Actualmente, muitos homens e mulheres de 40, e


mesmo 50 anos, com uma higiene de vida apropriada,


apresentam uma forma resplandecente e, conforme se


diz, não parecem ter a idade que têm... Se disséssemos


aos povos medievais que um dia os homens viveriam


até aos 70 anos e que uma mulher de 50 anos poderia ter


uma aparência mais jovem que uma sua contemporânea


com 30, certamente eles ter-se-iam mostrado cépticos.


Perante os Hunzas, nós somos um pouco como


teriam sido os povos da Idade Média, se lhes tivesse


sido dada a oportunidade de ver alguns séculos adiante.


É provável que dentro de um ou dois séculos, ou mesmo


muito antes disso, dentro de cinquenta ou até trinta


anos, todos os homens passem a viver facilmente para


além dos cem anos, tal como os Hunzas há já várias


centenas de anos.


Mas para quê esperar tanto tempo para encontrar ou


manter uma juventude quase eterna ? Os Hunzas, este


maravilhoso povo dos Himalaias, de que espero ter-vos


feito compreender os costumes e a filosofia de vida, são


a prova viva e irrefutável de que é possível


acrescentarmos anos à nossa vida, quase tantos quantos


quisermos. E não serão anos vulgares, mas sim anos


extraordinários, anos de saúde absoluta, serenidade e


felicidade.


Sim, você pode vencer a doença, o stress e a


depressão. Este pequeno livro revelou-lhe segredos


surpreendentes. Agora cabe-lhe a si pô-los em prática


para transformar a sua vida e ser eternamente jovem.


Não fique à espera ! É hoje mesmo que você deve


começar realmente a viver. A viver, finalmente. É essa


sensação que você não vai tardar a ter, logo que comece


a aplicar os maravilhosos preceitos desta sabedoria


milenar. Quanto a mim, ao terminar, resta-me apenas


desejar-lhe... uma longa vida

                                   *             *             *           *


Os segredos de saúde dos Hunzas


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